Walkman completa 30 anos em plena mutação
Há 30 anos, surgia um novo objeto de desejo para os jovens de todo o mundo: o walkman. Criado pela Sony, o player permitia ao seu feliz proprietário ouvir música enquanto andava na rua, corria, viajava ou coisa que o valha, com a opção de escolher entre a programação das rádios ou a sua própria, em fitas cassete. Totalmente portátil! Em pouco tempo, tornou-se uma verdadeira mania, e mudou de uma vez por todas o modo de se ouvir música. Durante um longo período de tempo, esse formato original apenas se refinou, sem deixar de seguir o conceito inicial. Com o surgimento dos CD players portáteis no final dos anos 80, surgiu um problema para quem desejou migrar do walkman tradicional de fita cassete para a inovação emergente: os solavancos faziam com que o disco digital pulasse, causando um desconforto óbvio. As empresas até lançaram aparelhos consertando esse incômodo, mas foi a partir do surgimento dos MP3 players que, enfim, o antigo walkman encontrou seu digno sucessor. Ou melhor, dignos sucessores, pois novas e apetitosas opções surgem a cada dia: celulares com rádio e espaço para armazenamento de música, Iphones e por aí vai. Admito que não curto muito ouvir música com fone de ouvido, mas que se trata de uma belíssima forma de fugir dos insuportáveis ruídos das grandes (e até das não tão grandes!) cidades, lá isso é. E sempre que penso em walkman, lembro do álbum Pocket Full Of Kryptonite, dos Spin Doctors. A explicação é simples: quando o mesmo saiu, em 1992, a Sony tentava no Brasil incentivar o consumo de um novo tipo de fitas-cassete de melhor qualidade, e foi nesse formato que eu recebi o álbum. Ou seja, as primeiras audições que fiz desse disco, para mim um dos melhores dos anos 90 no setor rock, foi em walkman. Só depois eu o adquiri em CD. E uma coisa é certa: seja de que forma for, e em que formato for, ouvir boa música é um dos grandes prazeres da vida, e sem contra-indicações!
Videoclipe de Jimmy Olsen's Blues, faixa de abertura de Pocket Full Of Kryptonite:

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