Vejo lá e ponho aqui

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Siemens demite presidente

Siemens demite presidente:

Adilson Primo deixa a presidência da Siemens

De modo surpreendente, a gigante alemã Siemens demitiu o seu presidente no Brasil desde 2001, Adilson Primo, um dos executivos há mais tempo no comando de uma subsidiária de multinacional. Primo sai sob acusações pesadas. A Siemens, que faturou 4,9 bilhões de reais em 2010, está investigando “uma grave contravenção” ocorrida na subsidiária brasileira há cerca de cinco anos. A suspeita é de que Primo teria desviado dinheiro da empresa para sua conta-corrente.

Para o lugar de Adilson Primo, irá Paulo Ricardo Stark, 42 anos, que foi nos últimos anos um dos diretores da matriz da Siemens. No Brasil, há mais de um século, a Siemens possui 10 000 empregados e trezes fábricas no país.

LOKURA

LOKURA:






domingo, 9 de outubro de 2011

Quero ver a Fifa impor o álcool em estádios na terra de Alá! Na terra do Orlando Silva, o comunista sem multidão, é fácil!

Quero ver a Fifa impor o álcool em estádios na terra de Alá! Na terra do Orlando Silva, o comunista sem multidão, é fácil!:

“Interrogam-te (Ó Profeta) a respeito da bebida inebriante e do jogo de azar. Dize: ‘Em ambos há benefícios e malefícios para o homem; porém, os seus malefícios são maiores do que os seus benefícios’.” (Corão 2:219)


O consumo de álcool é proibido nos países islâmicos, até mesmo naquele que muito cretino ocidental confunde com uma democracia, o ditatorial Catar, por causa da rede de TV Al Jazeera, o verdadeiro combustível das revoltas árabes - e não o Facebook. Quando a Fifa anunciou que a Copa do Mundo de 2022 seria disputada no país, os bares de Doha explodiram em festa. Bares, entenda-se, onde se toma muito suco, chá de menta e se pode ficar meio trelelé, mas de tanto fumar tabaco aromatizado no narguilé. Uma pergunta: a Fifa pretende mudar o Corão para que o álcool deixe de ser, como disse o Profeta, “a mãe de todos os males”? E não importa se pouco ou muito, já que, “se uma quantidade grande de algo causa intoxicação, uma pequena quantidade também é proibida” (princípio, de resto, errado; o arsênico, por exemplo, em pequenas quantidades, pode ser remédio).


Por que isso? Orlando Silva, o comunista sem multidões, acompanhou Dilma Rousseff a Bruxelas. Enquanto ela dava lições de economia aos países ricos - fica até parecendo que os emergentes estão numa situação melhor porque descobriram seu próprio jeito de fazer a coisa… -, ele se encontrava com a Fifa - que é, não se esqueçam jamais, uma entidade privada. A federação está inconformada com algumas leis vigentes no Brasil e quer que elas sejam mudadas para a realização do torneio.


Em várias cidades, é proibida a venda de bebidas alcoólica nos estádios. Pode-se achar a lei ridícula, mas não cabe à Fifa dizer se ela serve ou não. Quando escolheu o Brasil para sediar o torneio, deveria saber qual é o arcabouço jurídico vigente aqui. Também vigora a meia entrada para estudantes e idosos. Eu sou contra essa estrovenga, se querem saber. Isso só serviu para alimentar a indústria das carteirinhas da UNE - hoje os pelegos não precisam mais da graninha porque o governo enche seus cofres. Mas e daí? Será a federação de futebol a declarar que ela não serve?


Qual seria a reação normal de um ministro sério de um governo sério de um país sério? Dizer um “não” inequívoco. Ou o Brasil abriga o torneio com as leis que tem, ou, por outra, a Fifa passa a ser uma entidade supranacional e… neocolonial, que sai por aí impondo a sua vontade. Mais: Silva poderia ter explicado ainda que, no Brasil, não basta um governante meter o porrete na mesa para mudar a lei. Por aqui, há Poder Legislativo, há Poder Judiciário, há Ministério Público, essas coisas…


O ministro prometeu, bom menino, fazer esforços para tornar compatível a legislação brasileira com as exigências da entidade, expressando a sua confiança de que tudo sairá a contento. Disse que o governo pode enviar ao Congresso mudanças na Lei da Copa para compatibilizar as exigências da entidade, do país, dos estados e dos municípios. Lembrou que seria difícil cassar a meia-entrada do idoso porque é lei federal; jogou a batata quente dos estudantes no colo dos estados e disse que a proibição do álcool vale para campeonatos da CBF - uma das entidades que compõem a… Fifa! Vai ver a Copa do Mundo muda o caráter do álcool…


Reitero: sou contra essa patacoada de meia-estrada para estudantes e idosos. Já o álcool em estádios deveria ser mesmo severamente proibido. E ponto! Acho até desnecessário elencar as razões. Fanatismo de torcida não combina nem com água benta. Mas quem tem de decidir essas coisas é o Brasil. É ridículo que um ministro de estado seja assediado por esse tipo de conversa. Uma coisa é a Fifa exigir tais e quais condições de infra-estrutura; outra, diversa, é querer alterar a legislação dos países que não guardam qualquer relação direta com o bom andamento do evento. Por isso perguntei sobre o álcool no Catar. Limitar o consumo de álcool em razão da religião oficial de um país é mais nobre e mais aceitável do que fazê-lo para diminuir as chances de desordem pública?


Junto com a Copa do Mundo, parece que importamos também um conjunto de exceções legais. Para construir as obras, é preciso jogar no lixo a Lei de Licitações; para realizar o evento, é preciso mudar outras disposições vigentes. Pensando bem, é tudo compatível com a metafísica influente do país em que um presidente da República mudou a legislação só para permitir a compra de uma empresa de telefonia por outra - operação financiada com dinheiro público, decisão tomada antes mesmo da “legalização” ad hoc…


No auge da política antiterror dos EUA, o então ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Lafer, tirou os sapatos para passar pelo detector de metais nos EUA. Ele e muitos diplomatas de outros países. Lula transformou aquilo num símbolo de campanha em 2002. Seria o sinal definitivo da nossa submissão aos potentados estrangeiros. Orlando Silva, lamento, tira agora bem mais do que o sapato. E não se trata, exatamente, de uma guerra ao terror… A Fifa está preocupada com a sua grana. E ponto.


Ninguém vai reclamar. Alguns baluartes da consciência jurídica do país estão empenhados em causas mais nobres: defender a sua corporação, votar moções de “persona non grata” para atingir adversários ideológicos… Já alguns oposicionistas se dedicam a sabotar aliados de partido… Não fui tomado de nenhum surto nacionalista, não! Não fiz de Policarpo Quaresma o meu herói. Mas que país é este cujos governantes permitem que suas leis sejam questionadas por uma federação de futebol, enquanto os nativos são obrigados a se haver, como demonstrou reportagem recente da VEJA, com a imbecilidade legiferante que esá à volta?




No país do avesso, legal é o ilegal; criminoso é tomar remédio, comer biscoito e ser “heteronormativo”

No país do avesso, legal é o ilegal; criminoso é tomar remédio, comer biscoito e ser “heteronormativo”:

Sei lá se este país vai dar certo, dado o que parece ser uma compulsão por fazer tudo pelo avesso. Um exame de um instituto federal que seleciona professores de língua portuguesa comete um atentando contra a interpretação de texto e contra… Camões, ninguém menos! Uma prova de redação de uma universidade pública, sob o pretexto de defender a diversidade, impõe uma opinião aos vestibulandos, cobrando deles que apenas façam uma peroração sobre a tese prescrita. O ministro que fazia a coordenação política vai cuidar da pesca, e a que cuidava da pesca vai para a coordenação política. O único setor que responde pela estabilidade da economia, o agronegócio — e único, nesse caso, quer dizer “único” —, transforma-se no inimigo nº 1 da imprensa sob o pretexto de que é preciso defender a natureza.


Por que é assim? Porque vivemos sob a ditadura de grupos militantes, de minorias organizadas, que promovem uma intensa guerra de valores e impõem sua vontade à maioria. Como não lembrar aquele militante gay, em histórico artigo publicado pela Folha, a afirmar que as escolas têm de “problematizar” a sexualidade dos… heterossexuais? Trata-se de uma caricatura, eu sei. Mas é uma caricatura muito reveladora de um tempo. Afinal, o filme que chegaria às escolas, então aprovado pelo MEC, tratava os heterossexuais quase como aleijões, gente com uma probabilidade menor de “ficar” com alguém…


No país do avesso, o Supremo Tribunal Federal deve julgar hoje uma ação em que a Procuradoria-Geral da República pede a liberação da Marcha da Maconha. Em nome da liberdade de expressão, a minha aposta é que as manifestações, que caracterizam como todos sabem, clara apologia de algo que é definido como crime, serão liberadas. Pois saibam: este mesmo país está a um passo de proibir os remédios para emagrecimento. A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, está numa verdadeira campanha. Lendo o noticiário, entendi que a decisão já está tomada, e todo argumento só serve para que a burocracia se assanhe ainda mais.


Então ficamos assim: somos o país que vai liberar manifestações em favor de prática que é caracterizada como crime — a apologia das drogas — e que vai proibir um remédio que, bem-administrado, salva vidas. O pretexto, nesse caso, é que ele aumenta significativamente o risco de problemas cardíacos em pacientes que já apresentem fatores de risco. Bem, qual remédio não traz também riscos? Fenilcetonúricos não podem beber uma Coca-cola Zero. Ela deve ser proibida por isso. A proibição é estúpida, além de se contestada por muitos especialistas.


Se o Ministério da Saúde acha que há abuso no consumo, que se regule com mais rigor o remédio; se acha que tal rigor seria inútil porque sempre haveria um modo de driblar a lei, então deve supor que os emagrecedores continuarão a ser usados ainda que ilegais - e, nesse caso, fora de qualquer controle ou acompanhamento. Mas essa é a Anvisa… Este órgão — transformado, não custa lembrar, em abrigo da companheirada — tem estudos para proibir propaganda de biscoito, refrigerante, sanduíche… No país do avesso, numa das marchas dos maconheiros, um gaiato pedia a proibição do Big Mac. Segundo dizia, o lanche, sim, é uma droga pesada…


Nestes tempos realmente singulares, vai se transformar a apologia das drogas - e basta tomar conhecimento dos lemas da marcha, dos sites que a promovem e dos discursos para que se constate que se trata de apologia, não de debate - numa expressão das liberdades individuais, mas se está a um passo de cassar das pessoas com obesidade mórbida a chance de ter uma vida mais feliz, desde, é claro, que se tenha o devido rigor na administração do medicamento. No país do avesso, as drogas ilícitas libertam; as lícitas aprisionam. No país do avesso, se é a sexualidade dos heterossexuais que tem de ser “problematizada” nas escolas, por que não tornar ilegal o legal e legal o ilegal?


Vamos ver. Se a liberdade de expressão dá o suporte para uma manifestação que a lei caracteriza como crime, será interessante indagar que outro ato criminoso mereceria igual tratamento.


Aberta a janela, seríamos, então, livres a tal ponto que pudéssemos solapar a própria liberdade?

*

Alguns leitores certamente se lembravam do texto. Os que o leram pela primeira devem ter estranhado: “Parece que há algumas coisas aqui que já aconteceram”. Pois é. Ele foi publicado neste blog no dia 15 de junho. Acho que resume bem o espírito do tempo. Repito:

“Nestes tempos realmente singulares, vai se transformar a apologia das drogas — e basta tomar conhecimento dos lemas da marcha, dos sites que a promovem e dos discursos para que se constate que se trata de apologia, não de debate — numa expressão das liberdades individuais, mas se está a um passo de cassar das pessoas com obesidade mórbida a chance de ter uma vida mais feliz, desde, é claro, que se tenha o devido rigor na administração do medicamento. No país do avesso, as drogas ilícitas libertam; as lícitas aprisionam. No país do avesso, se é a sexualidade dos heterossexuais que tem de ser “problematizada” nas escolas, por que não tornar ilegal o legal e legal o ilegal?




Porco elétrico

Porco elétrico:
Ainda se trata de um conceito, mas adorei a ideia deste porquinho cor de rosa! São 17 entradas, ou focinhos, como queiram, para fios elétricos, que garantem a alegria dos geeks! Com um disjuntor interno que protege de sobrecargas, o típico rabinho enrolado cresceu e liga o porco elétrico à tomada da parede. Batizado de "Svintus", é mais uma das geniais criações do estúdio russo que tem lugar cativo aqui no blog, o Art Lebedev. Uma coisa é certa, o dispositivo tem jeito de porquinho, mas lembra os gatos que fazem para roubar energia. Torço para que em breve o "Svintus" comece a ser produzido. "Eletricamente legaus"!
Link


MPH Bar: Tipos de uísque

MPH Bar: Tipos de uísque:


Você é um apreciador de uísque? Sabe quais são os tipos de uísques e porque cada um tem um nome diferente?


Conheça todos e saiba diferenciá-los:


Scotch


É a denominação que se dá ao uísque feito na Escócia. Por isso, uísque feito em outro país não pode ser chamado de Scotch. A grande maioria dos scotches é de blends, ou seja, mistura de uísques feitos em várias destilarias. Um scotch padrão é composto de 60% de uísques de cereais diversos e 40% de uísque de cevada (malt) feitos em diferentes regiões da Escócia, cuja mistura dá a cada marca suas características.


Malt Whisky


Os malt whiskies são feitos com cevada em alambiques do tipo pot, que dão ao scotch o seu sabor peculiar. Alguns scotches são feitos só com a mistura de uísques de cevada, sem a adição de uísques de outros cereais, e são conhecidos por vatted malts. Um malt whisky puro, não misturado a outros malt whiskies nem a uísques de outros cereais é chamado straight ou single.


Highland Malt Whisky


Há na Escócia cerca de sessenta destilarias produtoras do tipo de highland malt, considerado de sabor mais suave. Grande parte dessa produção é destinada à mistura com outros destilados de cereais, formando os uísques do tipo blended. O restante do highland malt é engarrafado sob o nome de malt whisky ou single whisky. Um malt whisky produzido em uma única destilaria pode chegar ao mercado com vários nomes e marcas, pois o engarrafamento pode ser feito pelos próprios destiladores, por uma firma distribuidora de bebidas, ou por uma loja comercial. Os uísques do tipo highland malt mais conceituados são os das regiões de Glenlivet e Dufftown, em Speyside.


Blended Whisky


Blend, em inglês significa mistura. A maioria absoluta dos scotches bebidos no mundo são blends, ou seja misturas de uísques destilados em alambiques do tipo continuous, mais baratos e menos saborosos, com uísques destilados em alambiques do tipo pot, mais caros e encorpados.


Bourbon


O Bourbon americano é um destilado que leva pelo menos 51% de milho, embora possa ter até 60% a 80% deste cereal. O restante é de pequenas proporções de cevada e centeio. Foi no município de Bourbon, Estado de Kentucky, onde os americanos conseguiram pela primeira vez produzir um uísque de milho realmente bebível. Alguns relatos atribuem a proeza ao destilador John Ritchie, que a teria realizado em Linn’s Fort. a leste de Bardstown, em 1777. Outras versões garantem que a façanha foi do reverendo Elijah Craig, de Georgetown, em 1789. De todo modo, a história do Bourbon começa com os colonizadores escoceses e irlandeses que, ao se estabelecerem no litoral leste americano, começaram a fazer uísque como em sua terra natal: com cevada. Mas, à medida que ocuparam as terras do interior, viram que o solo era mais propício ao plantio de outros cereais, como centeio e o milho. Hoje, mais da metade das destilarias de bourbon dos EUA estão em Kentucky, enquanto na Pennsylvania estão os maiores produtores de rye – o uísque de centeio. Os dois clássicos uísques americanos – o bourbon e o rye – são feitos em alambique tipo continuous e amadurecidos em barris de carvalho branco queimado por um ano, no mínimo. Quando a mistura leva pelo menos 80% de milho é chamado Corn Whisky, ou uísque caipira, e sua maturação se dá em barris de madeira verde. O Rye americano, por sua vez, é feito com pelo menos 51% de centeio e os restantes 49% são compostos de milho e cevada


Canadian Whisky


O uísque canadense é semelhante ao americano, porém mais leve e menos encorpado. As marcas de qualidade inferior têm um sabor acentuado de centeio. Os destiladores canadenses, em geral, usam centeio fermentado e uma boa quantidade de centeio em grãos, junto com o milho e a cevada habituais. Mas o uísque é misturado a um destilado de cereais retificado até a máxima neutralidade.


Tennessee Whiskey


Uísque do tipo straigt produzido no estado de Tennessee, EUA, com pelo menos 51% de um só cereal em sua composição. Na prática, os mais famosos uísques do Tennessee são feitos no estilo do bourbon, utilizando sour mash e filtragem através de carvão vegetal.


Irish Whiskey


Para produção do Irish Whiskey, o uísque irlandês, é usado o carvão para aquecer o malte em seus alambiques, embora isso não resulte em influência sobre o sabor da bebida. Outra característica marcante do uísque irlandês é a sua tripla destilação feita em alambiques do tipo pot, maiores que os escoceses, e com formato ligeiramente diferente. O mash, pasta de ingredientes usado no uísque irlandês dá-lhe um sabor acentuado de centeio, ao contrário do scotch, que tem aroma e sabores peculiares; mas por outro lado, a tripla destilação confere ao uísque irlandês certa leveza e um sabor muito puro. A bebida é envelhecida em tonéis do mesmo tipo usado para o sherry, podendo também ser maturada em barris de carvalho novo ou do tipo usado para o rum e o Bourbon, e que, por força de lei deve ser envelhecido no mínimo cinco anos. Citam-se como exemplos o Bushmils Black Label, o Crested Tem e o JaHeson, como excelentes uísques do tipo straight (uísque puro de cevada).


Qual o seu preferido?


* Lembrando que se beber, não dirija.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Brasileiro produz abaixo da média mundial

Brasileiro produz abaixo da média mundial: A produtividade do trabalhador brasileiro está abaixo da média mundial e tem evoluído em ritmo bem menor do a que a dos trabalhadores de outros países emergentes.
Um brasileiro produziu no ano passado, em média, um quinto da riqueza gerada por um americano, um terço da de um sul-coreano e cerca da metade da de um argentino, calcula a consultoria americana Conference Board.
De 2005 a 2010, a produtividade do brasileiro cresceu em média 2,1% ao ano, taxa inferior as de China (9,8%), Índia (5,8%) e Rússia (3,2%).
Leia mais (03/10/2011 - 10h45)

No país do avesso, legal é o ilegal; criminoso é tomar remédio, comer biscoito e ser “heteronormativo”

No país do avesso, legal é o ilegal; criminoso é tomar remédio, comer biscoito e ser “heteronormativo”:

Sei lá se este país vai dar certo, dado o que parece ser uma compulsão por fazer tudo pelo avesso. Um exame de um instituto federal que seleciona professores de língua portuguesa comete um atentando contra a interpretação de texto e contra… Camões, ninguém menos! Uma prova de redação de uma universidade pública, sob o pretexto de defender a diversidade, impõe uma opinião aos vestibulandos, cobrando deles que apenas façam uma peroração sobre a tese prescrita. O ministro que fazia a coordenação política vai cuidar da pesca, e a que cuidava da pesca vai para a coordenação política. O único setor que responde pela estabilidade da economia, o agronegócio — e único, nesse caso, quer dizer “único” —, transforma-se no inimigo nº 1 da imprensa sob o pretexto de que é preciso defender a natureza.


Por que é assim? Porque vivemos sob a ditadura de grupos militantes, de minorias organizadas, que promovem uma intensa guerra de valores e impõem sua vontade à maioria. Como não lembrar aquele militante gay, em histórico artigo publicado pela Folha, a afirmar que as escolas têm de “problematizar” a sexualidade dos… heterossexuais? Trata-se de uma caricatura, eu sei. Mas é uma caricatura muito reveladora de um tempo. Afinal, o filme que chegaria às escolas, então aprovado pelo MEC, tratava os heterossexuais quase como aleijões, gente com uma probabilidade menor de “ficar” com alguém…


No país do avesso, o Supremo Tribunal Federal deve julgar hoje uma ação em que a Procuradoria-Geral da República pede a liberação da Marcha da Maconha. Em nome da liberdade de expressão, a minha aposta é que as manifestações, que caracterizam como todos sabem, clara apologia de algo que é definido como crime, serão liberadas. Pois saibam: este mesmo país está a um passo de proibir os remédios para emagrecimento. A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, está numa verdadeira campanha. Lendo o noticiário, entendi que a decisão já está tomada, e todo argumento só serve para que a burocracia se assanhe ainda mais.


Então ficamos assim: somos o país que vai liberar manifestações em favor de prática que é caracterizada como crime — a apologia das drogas — e que vai proibir um remédio que, bem-administrado, salva vidas. O pretexto, nesse caso, é que ele aumenta significativamente o risco de problemas cardíacos em pacientes que já apresentem fatores de risco. Bem, qual remédio não traz também riscos? Fenilcetonúricos não podem beber uma Coca-cola Zero. Ela deve ser proibida por isso. A proibição é estúpida, além de se contestada por muitos especialistas.


Se o Ministério da Saúde acha que há abuso no consumo, que se regule com mais rigor o remédio; se acha que tal rigor seria inútil porque sempre haveria um modo de driblar a lei, então deve supor que os emagrecedores continuarão a ser usados ainda que ilegais - e, nesse caso, fora de qualquer controle ou acompanhamento. Mas essa é a Anvisa… Este órgão — transformado, não custa lembrar, em abrigo da companheirada — tem estudos para proibir propaganda de biscoito, refrigerante, sanduíche… No país do avesso, numa das marchas dos maconheiros, um gaiato pedia a proibição do Big Mac. Segundo dizia, o lanche, sim, é uma droga pesada…


Nestes tempos realmente singulares, vai se transformar a apologia das drogas - e basta tomar conhecimento dos lemas da marcha, dos sites que a promovem e dos discursos para que se constate que se trata de apologia, não de debate - numa expressão das liberdades individuais, mas se está a um passo de cassar das pessoas com obesidade mórbida a chance de ter uma vida mais feliz, desde, é claro, que se tenha o devido rigor na administração do medicamento. No país do avesso, as drogas ilícitas libertam; as lícitas aprisionam. No país do avesso, se é a sexualidade dos heterossexuais que tem de ser “problematizada” nas escolas, por que não tornar ilegal o legal e legal o ilegal?


Vamos ver. Se a liberdade de expressão dá o suporte para uma manifestação que a lei caracteriza como crime, será interessante indagar que outro ato criminoso mereceria igual tratamento.


Aberta a janela, seríamos, então, livres a tal ponto que pudéssemos solapar a própria liberdade?

*

Alguns leitores certamente se lembravam do texto. Os que o leram pela primeira devem ter estranhado: “Parece que há algumas coisas aqui que já aconteceram”. Pois é. Ele foi publicado neste blog no dia 15 de junho. Acho que resume bem o espírito do tempo. Repito:

“Nestes tempos realmente singulares, vai se transformar a apologia das drogas — e basta tomar conhecimento dos lemas da marcha, dos sites que a promovem e dos discursos para que se constate que se trata de apologia, não de debate — numa expressão das liberdades individuais, mas se está a um passo de cassar das pessoas com obesidade mórbida a chance de ter uma vida mais feliz, desde, é claro, que se tenha o devido rigor na administração do medicamento. No país do avesso, as drogas ilícitas libertam; as lícitas aprisionam. No país do avesso, se é a sexualidade dos heterossexuais que tem de ser “problematizada” nas escolas, por que não tornar ilegal o legal e legal o ilegal?




O cartel de empreiteiras da Fifa

O cartel de empreiteiras da Fifa:

Por JUREMIR MACHADO DA SILVA

Jornal “Correio do Povo”, de Porto Alegre


Entrevista bombástica do ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, a Luis Carlos Reche, na Rádio Guaíba.


Segundo ele, o Inter tinha recursos para fazer sozinho a reforma do Beira-Rio.

Por que não o fez?


Porque a Fifa exigiu garantias bancárias que o Inter não tinha assegurando os recursos para a conclusão da obra.


Piffero afirmou que o Inter tinha dinheiro no banco suficiente para a reforma da arquibancada que hoje está paralisada.


De quebra, o Inter corre o risco de ficar fora da Copa das Confederações.


Por que o Inter paralisou as obras?


Porque sofreu fogo amigo. Críticas internas ao modelo próprio de reformas.


E críticas externas, as da Fifa e da CBF.


Por quê?


A Fifa e a CBF queriam impor uma empreiteira do seu cartel, a Andrade Gutierrez.


Não interessava à turma da Fifa que o Inter fizesse a reforma por contra própria.


A Copa do Mundo precisa dar lucro a um grupo de parceiros.


Qualquer coisa fora disso é desautorizada.


O Inter chegou a contratar um executivo, de rápida e apagada passagem pelo Beiro-Rio, cuja missão se resumiu a convencer o atual presidente do Inter a cair no colo da Andrade Gutierrez.


Todos aqueles que criticavam essa decisão boa acima de tudo para a empreiteira foram acusados de atraso e ignorância.


O Inter podia ter feito como o São Paulo: não se submeter.


Mas havia duas razões para cair no colo da Andrade Gutierrez: a rivalidade infantil com o Grêmio e o desejo de alguns de fazer a sagrada vontade da CBF e da Fifa.


Na África, já se cogita derrubar alguns dos estádios construídos para a Copa de 2010.


No Brasil, só cartolas, alguns políticos e empreiteiras ganharão com a Copa do Mundo.


O Inter e o Grêmio têm tudo para sair como perdedores.


Serão perdedores felizes.


Farão papel de modernos.


Moderno é pagar aluguel para morar na própria casa.


É o neoliberalismo da CBF e da Fifa


Um neoliberalismo antigo, o dos negócios bons para alguns e ruins para muitos.

Quero ver a Fifa impor o álcool em estádios na terra de Alá! Na terra do Orlando Silva, o comunista sem multidão, é fácil!

Quero ver a Fifa impor o álcool em estádios na terra de Alá! Na terra do Orlando Silva, o comunista sem multidão, é fácil!:

“Interrogam-te (Ó Profeta) a respeito da bebida inebriante e do jogo de azar. Dize: ‘Em ambos há benefícios e malefícios para o homem; porém, os seus malefícios são maiores do que os seus benefícios’.” (Corão 2:219)


O consumo de álcool é proibido nos países islâmicos, até mesmo naquele que muito cretino ocidental confunde com uma democracia, o ditatorial Catar, por causa da rede de TV Al Jazeera, o verdadeiro combustível das revoltas árabes - e não o Facebook. Quando a Fifa anunciou que a Copa do Mundo de 2022 seria disputada no país, os bares de Doha explodiram em festa. Bares, entenda-se, onde se toma muito suco, chá de menta e se pode ficar meio trelelé, mas de tanto fumar tabaco aromatizado no narguilé. Uma pergunta: a Fifa pretende mudar o Corão para que o álcool deixe de ser, como disse o Profeta, “a mãe de todos os males”? E não importa se pouco ou muito, já que, “se uma quantidade grande de algo causa intoxicação, uma pequena quantidade também é proibida” (princípio, de resto, errado; o arsênico, por exemplo, em pequenas quantidades, pode ser remédio).


Por que isso? Orlando Silva, o comunista sem multidões, acompanhou Dilma Rousseff a Bruxelas. Enquanto ela dava lições de economia aos países ricos - fica até parecendo que os emergentes estão numa situação melhor porque descobriram seu próprio jeito de fazer a coisa… -, ele se encontrava com a Fifa - que é, não se esqueçam jamais, uma entidade privada. A federação está inconformada com algumas leis vigentes no Brasil e quer que elas sejam mudadas para a realização do torneio.


Em várias cidades, é proibida a venda de bebidas alcoólica nos estádios. Pode-se achar a lei ridícula, mas não cabe à Fifa dizer se ela serve ou não. Quando escolheu o Brasil para sediar o torneio, deveria saber qual é o arcabouço jurídico vigente aqui. Também vigora a meia entrada para estudantes e idosos. Eu sou contra essa estrovenga, se querem saber. Isso só serviu para alimentar a indústria das carteirinhas da UNE - hoje os pelegos não precisam mais da graninha porque o governo enche seus cofres. Mas e daí? Será a federação de futebol a declarar que ela não serve?


Qual seria a reação normal de um ministro sério de um governo sério de um país sério? Dizer um “não” inequívoco. Ou o Brasil abriga o torneio com as leis que tem, ou, por outra, a Fifa passa a ser uma entidade supranacional e… neocolonial, que sai por aí impondo a sua vontade. Mais: Silva poderia ter explicado ainda que, no Brasil, não basta um governante meter o porrete na mesa para mudar a lei. Por aqui, há Poder Legislativo, há Poder Judiciário, há Ministério Público, essas coisas…


O ministro prometeu, bom menino, fazer esforços para tornar compatível a legislação brasileira com as exigências da entidade, expressando a sua confiança de que tudo sairá a contento. Disse que o governo pode enviar ao Congresso mudanças na Lei da Copa para compatibilizar as exigências da entidade, do país, dos estados e dos municípios. Lembrou que seria difícil cassar a meia-entrada do idoso porque é lei federal; jogou a batata quente dos estudantes no colo dos estados e disse que a proibição do álcool vale para campeonatos da CBF - uma das entidades que compõem a… Fifa! Vai ver a Copa do Mundo muda o caráter do álcool…


Reitero: sou contra essa patacoada de meia-estrada para estudantes e idosos. Já o álcool em estádios deveria ser mesmo severamente proibido. E ponto! Acho até desnecessário elencar as razões. Fanatismo de torcida não combina nem com água benta. Mas quem tem de decidir essas coisas é o Brasil. É ridículo que um ministro de estado seja assediado por esse tipo de conversa. Uma coisa é a Fifa exigir tais e quais condições de infra-estrutura; outra, diversa, é querer alterar a legislação dos países que não guardam qualquer relação direta com o bom andamento do evento. Por isso perguntei sobre o álcool no Catar. Limitar o consumo de álcool em razão da religião oficial de um país é mais nobre e mais aceitável do que fazê-lo para diminuir as chances de desordem pública?


Junto com a Copa do Mundo, parece que importamos também um conjunto de exceções legais. Para construir as obras, é preciso jogar no lixo a Lei de Licitações; para realizar o evento, é preciso mudar outras disposições vigentes. Pensando bem, é tudo compatível com a metafísica influente do país em que um presidente da República mudou a legislação só para permitir a compra de uma empresa de telefonia por outra - operação financiada com dinheiro público, decisão tomada antes mesmo da “legalização” ad hoc…


No auge da política antiterror dos EUA, o então ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Lafer, tirou os sapatos para passar pelo detector de metais nos EUA. Ele e muitos diplomatas de outros países. Lula transformou aquilo num símbolo de campanha em 2002. Seria o sinal definitivo da nossa submissão aos potentados estrangeiros. Orlando Silva, lamento, tira agora bem mais do que o sapato. E não se trata, exatamente, de uma guerra ao terror… A Fifa está preocupada com a sua grana. E ponto.


Ninguém vai reclamar. Alguns baluartes da consciência jurídica do país estão empenhados em causas mais nobres: defender a sua corporação, votar moções de “persona non grata” para atingir adversários ideológicos… Já alguns oposicionistas se dedicam a sabotar aliados de partido… Não fui tomado de nenhum surto nacionalista, não! Não fiz de Policarpo Quaresma o meu herói. Mas que país é este cujos governantes permitem que suas leis sejam questionadas por uma federação de futebol, enquanto os nativos são obrigados a se haver, como demonstrou reportagem recente da VEJA, com a imbecilidade legiferante que esá à volta?




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