Vejo lá e ponho aqui

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Curling de pobre

Jabor sobre a morte do cubano

Esqueçam Lula! O adversário é o PT

Os petistas são obsessivos.

Sua ideia fixa é a manutenção do poder, por meio da eleição de Dilma Rousseff

Por Tibiriçá Ramaglio

Essa obsessão os cega e fatalmente os fará cometer inúmeros erros daqui para frente, o que, se não levá-los a derrota por conta própria, pelo menos pode contribuir com a campanha da oposição.

Referindo-se à reação do PSDB às provocações de Dilma, Ricardo Berzoini postou em seu twitter ontem o seguinte comentário:

"PT manda a fatura e PSDB passa recibo".

Ora, comentar publicamente a estratégia de que se utiliza, ainda que para provocar o adversário, é deixar um flanco aberto.

Quantos flancos o PT precisará abrir até o PSDB deixar de passar recibos?

No Chile, a Concertación fez questão de usar o fantasma de Pinochet como cabo eleitoral de Frei. Seu discurso de campanha voltava-se para o passado. O de Sebastián Piñera olhava para a frente. Parafraseando Joãosinho Trinta, quem gosta de História é intelectual.

Além do mais, o PT é tão previsível e sua retórica anda tão esvaziada que a refutação de seus argumentos, em muitos casos, se tornou desnecessária.

O argumento da ética na política, por exemplo, já não pode ser usado. Até os jegues do sertão nordestino já não têm dúvidas de que o PT é farinha do mesmo saco e rouba tanto quanto qualquer outro partido político brasileiro.

Suponho que os bichinhos nem chegam a identificar nisso um problema, porque seu interesse é o de que roubem, mas façam.

Enfim, o bom-mocismo dos candidatos petistas também não cola mais, em particular numa candidata como Dilma Rousseff, cujo passado condena e cujo autoritarismo e arrogância são evidentes a mais não poder.

Não é possível que a antipatia da figura e sua vinculação com o radicalismo esquerdista não possam ser empregados para golpeá-la no fígado. Aliás, a retórica revolucionária, cujo avatar da vez são os direitos humanos, destinado principalmente aos jovens e à classe média "esclarecida", é uma faca de dois gumes.

O PT não pode negá-la, mas, a maioria do eleitorado, ela certamente assusta mais do que seduz.

Será que ninguém vai explorar eleitoralmente o radicalismo do Programa Nacional dos Direitos Humanos e mostrar o risco que o Brasil corre de se transformar numa nova Venezuela caso Dilma seja eleita?

Não será possível explorar os sentimentos aversivos que a figura de Chavez desperta em grande parte dos brasileiros e colar a imagem do Mussolini de Caracas na de Dilma?

Não seria interessante divulgar junto ao grande público a linguagem e os projetos revolucionários que o Partido ostenta em seus meios de comunicação?

Sinceramente, acho que a própria figura de Lula talvez seja uma faca de dois gumes, o que só não vê quem é covarde.

Sua propalada popularidade junto a 80% do eleitorado não é propriamente sua, pois se deve exclusivamente à bonança na economia, que não foi ele quem promoveu.

Lula não desperta paixões, não é uma personagem como foi Getúlio Vargas que despertava o afeto incondicional dos eleitores e que fez do PTB uma espécie de Flamengo dos partidos políticos.

Creio que a simpatia a Lula é muito circunscrita e que, por isso mesmo, ele não tem conseguido transferir até o momento o seu prestígio para sua candidata.

Certamente, o melhor para a oposição na campanha é colocar a figura de Lula de lado – afinal, ele é passado –, para bater forte no PT e no seu projeto revolucionário, que tem inequivocamente em Dilma Rousseff um de seus mentores.

Aliás, o próprio fato de o PT acalentar ambiguamente esse projeto, ora negando-o, ora fazendo avançá-lo de maneira traiçoeira, é uma bruta vulnerabilidade
.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010



"Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam."
(Edmund Burke)

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Comida de avião em imagens

[25-02-2010]

Till Bartels é um jornalista alemão, cujo cansativo trabalho é passar longas horas viajando de avião para lá e para cá. Durante suas viagens, desfrutou (e às vezes nem tanto) de uma infinidade de refeições diferentes em empresas aéreas. Isto lhe deu a oportunidade de fotografar as diferentes refeições que lhe deram. Na sequência você pode ver tudo que se come a 9000 metros de altitude.


Notem a tristeza que é viajar na classe econômica, com esta coisa de baixar custos qualquer dia vamos ser obrigados a levar "matula" de casa para fazer uma viagem internacional.

Linhas aéreas dos Emirados Árabes Unidos, Suite de primeira classe:
Comida de avião

Air Berlin, Classe econômica
Comida de avião

Air Canada, Classe econômica
Comida de avião

Linhas aéreas alemãs
Comida de avião

Continental Airlines, Business primeira classe
Comida de avião

Linhas aéreas dos Emirados Árabes Unidos, Classe econômica
Comida  de avião

Etihad Airways, Primeira classe
Comida de avião

Gulf Air, Classe Business
Comida de avião

KLM, Classe econômica
Comida de avião

Lufthansa, Classe Business
Comida de avião

Lufthansa, Classe econômica
Comida de avião

Lufthansa, Classe econômica
Comida de avião

Martin Air, Classe econômica
Comida de avião

Linhas aéreas de Cingapura, Classe Business, Airbus A380
Comida  de avião

Linhas aéreas de Cingapura, Classe Business
Comida de avião

Linhas aéreas de Cingapura, Classe Business
Comida de avião

Linhas aéreas Turcas
Comida de avião

Spain Air, Classe econômica
Comida de avião

Linhas aéreas internacionais suíças, Classe Business
Comida de  avião

Linhas aéreas Tailandesas, Classe econômica
Comida de avião

United Airlines, Classe econômica
Comida de avião

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Doutor em ignorância

"Qual é a explicação geográfica, política e econômica da Inglaterra estar nas Malvinas?

Qual a explicação política das Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país a 14 mil quilômetros de distância?"

Lula, insistindo em perguntas que só poderiam ser feitas pelo único presidente que nunca estudou História nem Geografia, não faz ideia do que é geopolítica, nunca leu um livro, não sabe localizar as Malvinas no mapa-múndi, não imagina como foi a ocupação das Falkland, não sabe quem mora lá mas, como acredita mesmo que é o cara, faz questão de
se meter em assuntos que ignora.
Por Augusto Nunes

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Tenebroso futuro

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MENINOS, EU VI! TRINTA ANOS: O PT DESDE O FIM

do Reinaldo Azevedo | VEJA.com 

O PT completou 30 anos ontem. Fiz parte da leva inicial de filiados, então com 18 anos. Pertencia a uma agremiação trotskista desde os 14 que costumava se reunir numa casa ao lado de uma igreja, dentro de uma favela, lá em Santo André. Esses padres… Já contei parte dessa história aqui. Achávamos, os do meu grupo (que se integrou ao PT, mas mantendo sua identidade), que Lula não passava de um pelego oportunista. Foram muitas as reuniões a partir de 1978 para decidir se o "camarada" era revolucionário ou não. Na parte da frente da casa, churrasco para o caso de ter de enganar a polícia; nos fundos, muita "discussão política"… Eu, com essa propensão ao radicalismo, vocês sabem, não tinha dúvida: "É pelego!" Quando me filiei, no fim de 1980 ou começo de 1981, entre os 18 e os 19 anos, comecei a militância legal numa coisa chamada "Núcleo do Centro" — referência ao "Centro de Santo André".

O PT tinha uma conformação, vamos dizer, leninista, de "células": nas empresas, nas escolas, nos bairros… Para ter voz e voto no partido, forçoso era participar de um "núcleo". Hoje, acho que basta pagar mensalidade, não sei.  Celso Daniel, do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado), criou o tal "Núcleo do Centro" em companhia de sua então namorada, Mirian Belchior, hoje gerentona do PAC.  A esquerda sindical e a Igreja tinham um grande peso no PT. Celso era uma alternativa um tanto mais, como chamarei?, urbana e intelectualizada para a "meninada" que vinha da militância estudantil.

Éramos hostilizados — muito por causa do nosso sectarismo — como o pessoal "da barba e bolsa". Isto mesmo: barba comprida e bolsa de couro cru. Vocês sabem que sindicalistas não gostam muito desse negócio de "meninos do MEP", né? Não para fazer política… Então a gente dava cotoveladas e chutes lá no Núcleo do Centro. Celso se candidatou à Prefeitura em 1982 e perdeu. Elegeu-se em 1988. Eu já estava fora do partido desde 82. Elegeu-se de novo em 1997, foi reeleito em 2000 e assassinado em janeiro de 2002, no segundo ano de mandato, quando já era considerado o principal coordenador da campanha de Lula à Presidência. Antonio Palocci tomou o seu lugar.

Viram? O Núcleo do Centro foi mesmo um sucesso. Deu à luz a super-secretária Mirian Belchior, depois gerentona do PAC; o três vezes prefeito, coordenador da campanha de Lula e cadáver mais insepulto da República, Celso Daniel… E eu!, um dos "bobos" da turma: estava fora do poder em 1981 e, felizmente, estou fora até hoje. Quem continuou na esquerda se deu bem — isso exclui, é claro, o próprio Celso, que, à época, liderava todos nós, mas acabou se dando mal por razões até hoje insondáveis. Ou sondáveis, mas silenciadas sob outros sete cadáveres.

Personagens e um tantinho de sociologia
Ao fazer uma narrativa com memória pessoal, listei as três correntes que se juntaram para criar o PT: a esquerda católica das então poderosas Comunidades Eclesiais de Base, os sindicalistas do ABC Paulista e os trotskistas e leninistas, muitos deles vindos do exílio, que não aceitavam, no processo de redemocratização, a liderança do Partido Comunista Brasileiro, pró-Moscou,  ou dos "populistas" pré-1964, como Leonel Brizola e Miguel Arraes. Sim, meus jovens, os petistas de 1980 hostilizavam abertamente essas duas figuras. Stalinistas como Dilma Rousseff, por exemplo, foram descobrir o PT bem mais tarde. Ela, por razões familiares, preferiu se aninhar no brizolismo.

Só para dar mais um temperinho: havia as organizações clandestinas stalinistas também, como o MR-8, no qual militava Franklin Martins, e o PC do B. Essas correntes, especialmente no movimento universitário, consideravam o PT "reacionário", dotado de um grave "desvio pequeno-burguês" e cria do general Golbery do Couto e Silva. As greves dos metalúrgicos do ABC forjaram a liderança de Lula, que foi feito líder máximo do novo partido. As esquerdas marxistas da legenda lastimavam um tanto a sua repulsa à teoria política, mas consideravam que ele era importante para "fragilizar a ditadura", ampliar as "conquistas democráticas", até que se pudesse chegar ao "socialismo"… O primeiro lema do PT foi "Terra, Trabalho e Liberdade".

Alguma novidade
O PT representou alguma novidade na luta política? Ele, na verdade, nascia de uma novidade, que era a modernização do país efetivada pelo regime militar, que havia criado no ABC um proletariado "enriquecido", que almoçava aos domingos nos restaurantes da chamada "rota do frango com polenta", podia comprar um carrinho, televisão, eletrodomésticos etc e começava a sofrer com o descontrole inflacionário — lutávamos contra a "carestia". Mas sabíamos que era um "pretexto". A nossa luta imediata era contra a "ditadura militar". Delfim Netto, hoje conselheiro de Lula, era o nosso grande Satã.

A novidade do PT era a mobilização daquela categoria que não costumava participar do processo político. Lula entendia a sua linguagem e era francamente hostil à presença de não-trabalhadores nas lutas sindicais. Em 1979, tinha dado uma entrevista à Playboy quase repetindo o que diziam os militares: lugar de estudante é na universidade… Mas sigamos. Os intelectuais do partido já haviam abraçado a tese de que a democracia não era só um valor tático para o PT: ela deveria ser mesmo um valor universal — há um texto a respeito, do gramsciano Carlos Nelson Coutinho. O petismo pretendia juntar, como se fosse possível, "socialismo com democracia", "socialismo com liberdade". Com essa, vamos dizer, "provocação", cutucávamos os stalinistas, os comunistas pró-Moscou e até os cubanófilos.

Amálgama curioso
O PT nasceu desse amálgama curioso. De um lado, havia uma manifestação escancaradamente antiintelectualista, que vinha do movimento sindical e muito especialmente de Lula, que tinha horror à teoria política. Ilustro: em 1982, ele disputou o governo de São Paulo. O então candidato do PDT, Rogê Ferreira, uma boa alma, perguntou-lhe num debate o que, afinal, era ele: socialista, comunista, corporativista… Lula, com ar enfezado, cenho fechado, disparou: "Sou torneiro-mecânico". Eu já estava com um pé e meio fora do partido. Pensei: "Que boçalidade!" No estúdio, a gargalhada — CONTRA ROGÊ, um socialista de Brizola — foi geral, com aplausos. EIS O NOSSO BRUTO AMOROSO E SINCERO!!!

Ao antiintelectualismo dos sindicatos, que mandavam e mandam no partido, juntava-se outra vertente, justamente a dos intelectuais, que passaram a produzir "teoria para o partido", em associação com parte da esquerda que voltara do exílio.  Nomes como Marilena Chaui, por exemplo, eram saudados como representantes de um pensamento não-dogmático — socialista, mas libertário, anti-soviético —, que ousava pensar e politizar questões que estavam fora do eixo de preocupações das esquerdas ditas ortodoxas: o feminismo, o homossexualismo, as drogas, o aborto etc. Os stalinistas chamavam Marilena por nomes impublicáveis; nós a defendíamos… Os stalinistas nos acusavam de gostar de maconha e suruba. Nós dizíamos que eles faziam sexo sem tirar as meias… Sobrava tempo até para ler um pouquinho. Considerando que ainda havia uma ditadura no país, até que o ambiente era bem descontraído.

Foram os leninistas que voltaram do exílio e os intelectuais uspianos que conferiram aos sindicalistas o verniz moral socialista-libertário. Não que, àquela altura, alguém no partido — exceção feita a nós, os representantes dos grupelhos — falasse em luta armada ou imaginasse tal circunstância. Numa entrevista, indagado a respeito, Lula afirmou que, sim, o partido até poderia recorrer às armas se ganhasse eleições e fosse impedido de tomar posse. Huuummm… Bem,  era um partido da ordem, né?

A luta sindical se confunde  com batalha corporativa; o "socialismo com liberdade" dos intelectuais era uma abstração; alguém precisava fornecer um motivo para a GESTA, PARA A LUTA. E isso era dado pela esquerda católica, que emprestava, sem nenhuma vergonha teológica, a idéia da justiça divina à luta política. Isto: os trabalhadores deveriam aderir àquela causa por uma questão de justiça de Deus e de justiça dos homens.

E todos concordavam que se chamava "Partido dos Trabalhadores" porque deveria ser um partido só DE trabalhadores, que disputaria eleições, sim, mas sem "burgueses" e sem fazer aliança com os "partidos da ordem". Parte do que certa extrema esquerda diz hoje era o ideário petista de 30 anos atrás. Ao menos era esse o discurso de mobilização.

Acelerando o tempo
Há dois dias, Marco Aurélio Garcia, o Rei do Tártaro, pôs as três cabeças de Cérbero para pensar e concluiu que as TVs a cabo são tão devastadoras para a nossa independência moral e espiritual quanto a Quarta Frota Americana que vigia o Atlântico. Pedindo aos presentes que não menosprezassem a "estupidez humana" (ora, MAG, que é isso? A gente não menospreza!), falou sobre a suposta prevalência dos valores da "direita" e do "discurso capitalista" e defendeu uma espécie, segundo entendi, de revolução cultural de esquerda, que possa recuperar os valores do socialismo.

Como sabem, há tempos os petistas não se ocupavam dessa palavrinha mágica. Entre uma costura e um tricô com José Sarney, Renan Calheiros e outros patriotas do PMDB, o socialismo foi ficando para as calendas. Os sindicatos, tão práticos desde aquelas priscas eras — como Lula, que socialista nunca foi — nada hoje no patrimônio fabuloso dos fundos de pensão. Os capas-pretas do petismo se tornaram interlocutores e facilitadores de negócios dos grande capital, nacional e multinacional, e se oferecem como garantia de estabilidade das regras.

Ensaia-se até mesmo um movimento que bem poucos considerariam possível até, sei lá, 2002: os petistas estão fazendo o discurso do medo. Paulo Bernardo, que vem do sindicalismo (bancário) afirmou que o PSDB deveria fazer uma "Carta aos Brasileiros". Aquela escrita pelo PT em 2002 era uma jura de amor às regras do mercado e uma tentativa de tranqüilizar o setor financeiro. É isto: o PT está dizendo que um candidato tucano pode intranqüilizar os companheiros dos bancos.

O partido que avançou
Num artigo escrito na VEJA, que já citei aqui, Mailson da Nóbrega foi preciso: o PT não mudou o Brasil, mas o Brasil mudou o PT. Lula é, sabe-se, um homem de sorte. E teve a sorte de não ser eleito em 1989, 1994 e 1998. Na primeira disputa, o partido ainda recusava a aliança com os "burgueses". O PT cometeu a brutalidade de recusar o apoio de Ulysses Guimarães. Em 1994, o PT queria acabar com o Real, estimulado pelo gênio de Aloizio Mercadante e pela contenção verbal de Maria da Conceição Tavares. Em 1998, o PT continuava a querer acabar com o Real, superestimando a crise cambial e tomando-a como prova dos noves de que sempre estivera certo.  Em 2002, Lula deixou aquela conversa mole de lado, fez uma campanha baseado mais na simbologia da virada, de um novo tempo, e manteve o que herdou.

A desconstrução a que submeteu o governo Fernando Henrique Cardoso fica para outro texto. O que interessa neste é demonstrar que, no que teve de pensamento econômico — muito pouco, quase nada —, não há no PT que aí está nem resquício daquele do passado. Quando MAG põe seu Cérbero a serviço do socialismo, ele está falando de outra coisa. Assim, Mailson está certo: o PT pegou um país mudado e teve de mudar. Ou daria com os burros n'água. Mudou ele próprio porque já não tinha como mudar o Brasil de acordo com seus delírios utópicos. Nesse estrito sentido, o partido avançou.

O partido e sua natureza
Mas o partido também regrediu —- ou, melhor, revelou a sua natureza. Aquele amálgama de correntes distintas, às vezes contraditórias, chegou a ter, acreditem, um certo charme libertário. Sim, é verdade: lutava-se contra os valores "da ditadura", "da burguesia", "dos reacionários", "dos conservadores"… Os trotskistas ao menos mangávamos um tanto do primitivismo dos "sindicaleiros" e "igrejeiros", mas acreditem: coisas como "controle dos meios de comunicação", "censura" e afins eram absolutamente impensáveis. Ao contrário até: os países comunistas, inclusive Cuba, eram hostilizados por parcelas expressivas dos petistas. Muitos de nós andávamos com adesivos do Sindicato Solidariedade, da Polônia…

Mas o tempo se encarregou de lembrar a matéria de que eram feitas, afinal, as esquerdas. Em 1989, o PT já havia aparelhado boa parte dos sindicatos, invertendo o fluxo. Não eram mais os sindicalistas que se reuniam para fazer um partido, mas um partido que se reunia para tomar sindicatos. Virou força hegemônica na área. A derrota para Collor excitou a imaginação dos estrategistas gramscianos. Era preciso ocupar postos-chave no Estado, e isso começou a ser feito por meio da luta sindical nas estatais e do aparelhamento puro e simples do estado: o representante da CUT no FAT no começo dos anos 90 era, ninguém menos do que o notório Delúbio Soares. E houve denúncias de uso irregular do Fundo na campanha do partido em 1994.

Quando chegou ao poder, em janeiro de 2003, já não existia mais nada daquele partido um tanto anárquico. O que se via era uma máquina sindical gigantesca, que se alimentava do próprio estado. No governo, recorreu a todos os mecanismos de cooptação que antes combatera — o que fez a sua fama de ético, especialmente por intermédio de seus "infiltrados" na imprensa — e se organizou, e assim está organizado, para tomar o lugar do próprio estado e da sociedade.

A luta pelo socialismo, hoje em dia, tornou-se sinônimo, acreditem, da luta pela ditadura. Seu golpismo não é do tipo escancarado, bolivariano, mas vai se dando com a tomada paulatina e contínua das instituições do estado. Assim como o socialismo real descobrira lá atrás que não se faz omelete sem quebrar os ovos (Dilma quebra, mas a omelete não sai…) — frase com que a mulher de um poeta russo definiu o método de Stalin —, o PT descobriu que não se faz petismo sem quebrar a espinha dos valores democráticos que norteiam uma sociedade de mercado — entre eles, estão a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a independência entre os Três Poderes.

A "democracia como valor universal" desapareceu de seu horizonte em favor de uma "democracia como valor aplicado", que só se realizaria por intermédio das instâncias do partido e de suas franjas, como os chamados movimentos sociais. Estes, não raro aparelhos sustentados direta ou indiretamente pelo dinheiro público, anseiam usurpar a representação política e seu ordenamento jurídico, tomando o lugar do Legislativo e do próprio Judiciário, como está evidenciado, por exemplo, no "Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos".

Absolutamente à vontade no mundo do capital que antes repudiava — o fato de José Dirceu ser hoje um bem-sucedido "consultor de empresas privadas" é um emblema quase anedótico daquilo que se tornou o PT —, resta evidente que o  partido desistiu do socialismo. Mas também é evidente, dado o conjunto da obra, que não desistiu da ditadura. Ditadura do proletariado? Não! É a ditadura da nova classe social, que há muitos anos chamei, ainda bem mocinho, de "burguesia do capital alheio".

Porque acompanhei essa história desde o início, digo, tomando-a agora desde o fim, que resistir às investidas do PT é um dever moral de quem quer que se saiba um democrata. Porque a democracia é mesmo um valor universal.


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PIZZA BEDROOM

do COZINHAR COM OS ANJOS 





O filho a falar comigo, disse-me, que tinha comido uma pizza fantástica e que queria que eu fizesse. Lá me explicou como era. Ok, uma vontade dos filhos para a mãe Isabel soa-lhe a ordem (sorrisos). Segui logo à próxima oportunidade para Bingo.
Ingredientes da massa:
-200 g de requeijão
-1 colher de chá de sal
-4 colheres de sopa de azeite
-1 ovo grande
-250 g de farinha
Ingredientes para a cobertura:
-queijo mozarella ralado na altura
-rúcula
-tomate pêra cortado ao meio
Comecei por fazer a massa. Numa tigela coloquei o requeijão, sal, o ovo e o azeite. Misturei muito bem com uma vara de arames. Adicionei a farinha e aí já foi com as mãos a trabalhar. Mexi muito bem até ter uma massa macia. Tapei e reservei. Depois foi esticar a massa e colocar no tabuleiro untado e levar ao forno pré-aquecido a 200º C. Durante 12 minutos. Retirei do forno e ralei o mozarella e cobri com a rúcula e o tomate pêra. Servi de seguida o filho (sim, foi só para o filho).Tinha-me dito, que tinha que ter um vinho fresco branco para acompanhar! Ok, como sou, uma "expert" (mentira, não percebo nadica) de vinhos. Mas, também escolher ao acaso não deve ser mau pensei eu! Se pensei mais depressa o fiz e "ups" fui à garagem e veio a 1º garrafa que deitei o olho. Que foi um vinho "Duas Quintas branco", ok, o filho até disse que soube escolher...Também não é nada difícil descer à garagem e trazer um vinhito, se o dito fosse mau, a culpa não seria minha... Pois, não sou eu que compro os vinhos.

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Cartão de visitas que atira moedas

do Dormiu! 

Falando em cartão de visitas, preciso criar vergonha na cara e mandar fazer os do Dormiu!. Não acredito que fabriquem, aqui no Brasil, modelos como o que aparece vídeo abaixo . Se fabricassem, não seria má idéia mandar fazer alguns…

Popout

Gostou? Veja outros exemplos de cartões de visita criativos;-)


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Movimento dos Sem "Istádio"

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