Vejo lá e ponho aqui

terça-feira, 1 de maio de 2012

Desescolarização: precisamos mesmo das escolas?

Desescolarização: precisamos mesmo das escolas?:
Lugar de criança é na escola! Será?

Você conhece esse garoto?
Karpar Hauser foi um garoto com uma história bem curiosa. Reza a lenda que ele passou os primeiros anos de sua vida aprisionado em uma cela escura, alimentado apenas por pão e água. Nesse primeiro período, ele não tinha contato nenhum com qualquer pessoa e, menos ainda, com todo o mundo que cercava as paredes que o prendiam.
Num determinado momento, o garoto foi solto e, pelos anos de reclusão forçada, conheceu o mundo sem nenhum tipo de conhecimento. Sem experiência de vida e sem possuir ao menos uma língua para poder se comunicar, o garoto aprendeu suas primeiras palavras e, posteriormente, começou a falar, assim como uma criança que começa a viver.
Sua aparição se deu em Nuremberg, na Alemanha, supostamente com 15 anos de idade, com uma carta endereçada ao capitão da cidade, pedindo para ser um cavaleiro, como seu pai. Mais à frente, Kaspar se mostra uma pessoa muito inteligente, com excelentes aptidões para música, tricô e jardinagem.
Mas isso não impediu que o garoto fosse tido como estranho e selvagem, tudo pelo simples fato de não conseguir entender e participar das convenções sociais da época (Sua aparição em Nuremberg aconteceu em 1828). Havia, na época, relatos de que ele seria membro da nobreza alemã. Kaspar tinha talento, um suposto sangue nobre, mas nada disso o ajudou a superar anos de isolamento.

Aprender as coisas da vida vivendo a própria vida. Soa como absurdo ou faz todo o sentido?
Escolas vêm nos mais variados tamanhos e formatos. Você pode ter frequentado uma instituição tradicional, humanista, democrática ou construtivista. Uma escola de rico ou de pobre. Pode ter adorado ou detestado – se você tem filhos, ou quando os tiver, gostaria que estudassem na mesma escola? Não é disso, porém – do que faz uma escola boa ou ruim – que trata este texto.
Pouco interessa, nesse contexto, comparar as diferentes abordagens pedagógicas – e sim um fundamento tão central do atual modelo de Educação, quanto raramente colocado em questão: a própria existência de escolas.
Precisamos mesmo delas?

A tarefa da Educação

Escola e educação são coisas diferentes. As gerações mais novas são recebidas pelo povo que já está por aí há mais tempo e é nossa tarefa apresentar-lhes a vida e o mundo, procurar oferecer uma boa ideia de como as coisas funcionam e do que esperar das manhãs de domingo.
Afinal, não nascemos humanos. Dependemos de ambientes humanos, das relações sociais e dos vínculos afetivos culturalmente organizados para nos humanizarmos. Sem isso, somos Kaspar Hauser. O processo de formação integral de um ser humano, em suas variadas dimensões, isso é Educação.

A invenção da Escola

Sendo essa a tarefa maior, em contrapartida, a Escola surge como estratégia. Só muito recentemente na história da civilização, inclusive, o processo de ensino-aprendizagem passa a contar com um lugar específico para isso – uma instituição fechada, cujo objetivo é manter os jovens exclusivamente dedicados aos estudos. Ao longo da maior parte da História, as pessoas aprendiam as coisas da vida na própria vida, no “mundão”, onde as coisas aconteciam e entre as pessoas que faziam as coisas acontecerem.
Disse o Mario Sergio Cortella (provavelmente inspirado em Foucault):
Há lugares que têm portas para as pessoas não entrarem – como os cinemas, teatros e estádios de futebol; e há lugares que têm porta para as pessoas não saírem: como as penitenciárias, os hospícios e as escolas.
Se a Educação é “o que devemos aprender” e a Escola é o “como devemos aprender”, apresento um argumento central: trata-se de uma péssima estratégia para a Educação tirar pessoas do lugar exato que deveriam aprender (o mundo) e colocá-los num ambiente distente, virtual (a escola). Examinemos a lógica fundamental do sistema.
  • Retiramos as crianças e jovens do mundo para que possam estudar… o mundo?
  • Privamos nossos filhos da vida cotidiana como forma de prepará-los para… a vida?
Isso equivale a treinar um nadador procurando mantê-lo afastado da piscina.

Galera, essa é a nossa nova escola. O nome dela é Alcatraz e a gente vai aprender, lá, tudo o que vamos fazer aqui pelo resto de nossas vidas

Dificuldades inerentes

A Educação escolarizada, portanto, embaralha meios e fins. Isso não é dizer que não há boas escolas. O problema é a lógica da coisa.
Ainda que haja boas escolas, elas não podem se livrar desta contradição de base e acabam tendo de lidar com dificuldades geradas pelo próprio sistema.
Por exemplo: as crianças estão sendo entupidas de remédios porque não param quietas. O que deveríamos nos perguntar: será que, para o bem delas, elas deveriam mesmo aprender a ficar quietas por horas a fio, dias, semanas, meses, anos, encerradas em salas de aulas procurando absorver uma infinidade de conteúdos que em geral não fazem sentido (por terem pouco a ver com sua realidade imediata e por não terem muita utilidade) – enquanto a vida acontece lá fora? Isso é sinal de saúde?
Sendo a educação um fenômeno mais amplo, entendemos a escolarização como a institucionalização, a burocratização e a massificação dos processos vitais ligados à descoberta do mundo. É pegar alguma coisa viva, fluida e pulsante e encaixotá-la.
À semelhança de mosteiros e laboratórios, as salas de aula são criadas para serem ambientes assépticos, planejados para manter os alunos concentrados, livres de distração. Mas este é apenas um jeito de se pensar a educação – e um jeito bem ruinzinho, inclusive. Podemos inventar outras maneiras.

Derrubando os muros

O que acontece se abrirmos os portões, se derrubarmos os muros? A sala de aula será o mundo. A cidade, a comunidade e as redes (físicas ou digitais) serão a escola. Ao invés de um caminho único para todos, cada pessoa poderá tomar a vida nas próprias mãos e empreender sua formação no próprio ritmo, impulsionada fundamentalmente por seus interesses e inclinações. Para que possa escrever e viver a própria vida, e não a vida que alguém planejou para ela.

Transformar a educação num processo mecânico é um baita tiro no pé
Utopia? Vejamos:

Cidade-escola

Nunca antes contamos com tantos recursos para viabilizar esse modelo descentralizado de Educação. Uma cidade como São Paulo, por exemplo, oferece oportunidades de aprendizagem extraordinárias. É o mote de um trabalho como o Catraca Livre: o site publica, a cada dia, uma relação de serviços oferecidos gratuitamente ou a preços populares. Cursos e palestras, exposições, cinema, teatro, shows, mostras, performances, intervenções urbanas. Tudo de graça ou baratinho.
O Sistema Municipal de Bibliotecas, outro exemplo, conta com uma rica programação cultural. De graça. Participei de uma oficina de Escrita Criativa e de duas de Contação de Histórias e gostei bastante. Descobri, numa delas, a Biblioteca de São Paulo, construída sobre as ruínas do Carandiru – uma das bibliotecas mais bacanas que já vi. Em cerca de 5 minutos, fiz minha carteirinha e obtive acesso ao acervo de livros, filmes, áudio-livros e computadores com conexão Wi-fi.
Você sabia, por exemplo, que existe uma universidade aberta no Parque Ibirapuera? A UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio-Ambiente e da Cultura de Paz) opera por meio de uma rede de parcerias para oferecer oficinas, vivências e cursos ligados à educação socioambiental. Imagine só, estudar no Ibirapuera!
Podemos incluir na lista os Centros Culturais do Itaú, do Banco do Brasil, o Masp, o MAM, a Fiesp, os SESCS e sua maravilhosa infra-estrutura e programação. Só para ficar nos mais conhecidos.

Contrastes

Retomando e reforçando: é de se convencer que o modelo atual de educação (que foi concebido ao longo de um período histórico de características radicalmente distintas) entrou em colapso. Os sinais provenientes dos ambientes escolares são inequívocos: sofrimento, adoecimento, licenças psiquiátricas dos educadores, bullying, explosões de violência, transtornos inventados e medicação em larga escala.

Link YouTube | Porra, pode falar do clichê que for, mas esse vídeo se faz muito pertinente nessa exata parte do texto
Se, todavia, as pessoas nas escolas estão literalmente enlouquecendo pela falta de sentido do sistema, o mundo fora das escolas nunca foi tão rico em oportunidades de aprendizagem.

Internet-escola

Além dos recursos físicos, talvez o mais impressionante seja o potencial de desenvolvimento e de transformação pessoal disponível a quem tenha acesso à internet.
Não é exagero afirmar a quantidade e qualidade dos materiais à disposição online.
São cursos livres, universidades abertas, documentários e filmes de ficção, livros digitais, enciclopédias, mapas e documentos históricos, aulas e demonstrações, fotos, músicas, além das interações em redes sociais, os processos colaborativos e a emergência de inteligências coletivas. Enfim, não é exagerado afirmar que, quem possui acesso a banda larga, já dispõe de um volume de conteúdo de alta qualidade, boa parte dele gratuita, em quantidade maior do que será capaz de esgotar até o final da vida, ainda que disponha de bastante tempo só para isso. Sem contar o que vai sendo acrescentado à rede a cada dia.
É um desperdício manter crianças e adolescentes confinados quando poderiam usufruir do que a cidade e a rede oferecem. As pessoas não têm tempo de explorar a própria cidade, ou o universo inesgotável da rede mundial de computadores, porque precisam estudar para a próxima prova, terminar a lição de casa ou responder à chamada em algum lugar.
Em contrapartida, aí estão a Wikipedia, o MIT Open Course Ware, o TED (e o recente TED Ed), a Khan Academy e o Portal V-educa (para citar apenas alguns). São reservatórios de experiências de crescimento e aprendizagem impossíveis de serem exploradas nos limites estreitos das salas de aula, em grupos que precisam funcionar de modo homogêneo, conduzidos por professores sobrecarregados e desestimulados. Ficar na escola é perda de tempo e as crianças (e especialmente os adolescentes) têm consciência cada vez mais aguda disso.

De volta ao mundo

Por que não deixá-los assumir a responsabilidade de escolher guiarem-se pelo coração? Ao invés de (pré) julgá-los incapazes, não será possível sonhar um modelo singularizado, desinstitucionalizado, aberto e flexível, usando os recursos que a sociedade já oferece, inclusive reorganizando, para recebê-los, os locais de trabalho, produção e prestação de serviços?

Link YouTube | “Estamos produzindo indivíduos desprovidos de criatividade”. E isso já é dito com pouco mais de cinco minutos
A Educação não precisa acontecer em um mundo à parte.
Precisamos gerar condições adequadas para acolher as crianças e adolescentes – os aprendizes – nos nossos ambientes, ao invés de retirá-los do cotidiano e congelá-los em estado de preparação para um futuro hipotético. Parte essencial das condições necessárias para libertar as pessoas da escolarização envolve a transformação do lugar e da função do educador(a).

Um novo profissional: o educador curador

Em um modelo aberto, de agente do sistema, dedicado à reprodução do status quo, o profissional da educação passa à função criativa de mentor, curador ou inspirador de processos de amadurecimento e formação. Uma vez que, nos dias de hoje, o problema deixa de ser o acesso ao saber e passa a ser o excesso de opções, a função do educador (ou da educadora) envolve, fundamentalmente, as habilidades:
  • De parteira: ajudar o aprendiz a entrar em contato com suas inclinações (com seu coração, com sua verdade, com sua interioridade), apropriando-se de seus anseios, conflitos e contradições. Dar nascimento à individualidade.
  • De guia de viagem: apontar as trilhas acidentadas, os terrenos escorregadios e os becos sem saída e selecionar, dentre o vasto oceano de possibilidades, direções favoráveis para a realização de seu potencial único e de suas aspirações mais profundas.
O educador(a) companheiro de jornada, portanto, deverá estabelecer com o aprendiz uma relação mais próxima, autêntica e pessoal em comparação com as relações professor-aluno institucionalizadas, fragmentadas e autoritárias das séries e disciplinas escolares no sistema atual.
Esse modelo que relativiza a hegemonia do sistema formal de educação e busca alternativas consistentes de formação humana (e não apenas cognitiva-intelectual), que insere na vida e na cultura (e não apenas na academia e no mercado de trabalho), é uma realidade emergente, está borbulhando, e será desenhado pelas pessoas ousadas que enxergarem e tomarem as primeiras iniciativas. A hora é agora.
Se a ideia interessou, o nosso autor vai participar da HUB-ESCOLA de Outono, com a oficina “Fim das escolas: empreendedorismo e desescolarização”.
Dia 19 de abril, quinta-feira, às 14h00.

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[Lifehacker] Como treinar seu cérebro e melhorar sua memória como um campeão

[Lifehacker] Como treinar seu cérebro e melhorar sua memória como um campeão:

Eis aqui um segredinho que você pode nunca ter imaginado: As pessoas que podem realizar feitos mnemônicos incríveis como memorizar a ordem de um baralho com as cartas embaralhadas ou centenas de números aleatórios em minutos não têm memória fotográfica. Eles têm cérebros normais como você e eu. Mês passado eu competi no 15º Campeonato Anual de Memória dos Estados Unidos – um tipo de olimpíada onde “atletas mentais” testam suas habilidades de memória. Para minha sorte, eu aprendi alguns truques com Nelson Dellis, o campeão pelo segundo ano consecutivo. Eis aqui as técnicas que Nelson me ensinou que você pode começar a incorporar no seu dia a dia para deixar sua memória mais forte.
Técnicas de memória que qualquer um pode aprender
Apesar de a minha memória ser boa de modo geral, eu tenho que admitir, eu sou horrível com nomes. Eu sou tão ruim que esqueço o nome da pessoa antes mesmo dela terminar de pronunciá-lo – é como se eu nem mesmo quisesse ouvir. Depois de uma conversa/sessão de treinamento com Nelson, entretanto, eu fui capaz de lembrar dezenas de nomes de estranhos em apenas alguns minutos.
Nelson, um ex-desenvolvedor de software de 28 anos que virou um “alpinista mnemônico”, era um estudante normal com uma memória normal, segundo ele. Quando a sua avó Josephine começou a perder a memória – e as lembranças que tinha dele – para o Alzheimer, ele foi estimulado a aprender mais sobre técnicas para melhorar a memória. Ele agora tem duas vitórias em competições nacionais de memória e o recorde de memorizar 303 números aleatórios em cinco minutos (superando seu recorde do ano anterior de 248 números). Sua mensagem é que qualquer um pode fazer isso. É só treino e técnica.
Meu treinamento intensivo de memória
Meu treinamento intensivo para este evento começou duas semanas antes da competição. Eu recebi duas garrafas de suplementos DHA brainstrong (dos patrocinadores do evento), uma camiseta, um manual de treinamento, e uma lista de eventos, os quais incluíam: uma memorização em 15 minutos de 117 nomes e rostos, memorização em 5 minutos de 500 números, memorização em 15 minutos de um poema não publicado de 50 linhas, e memorização em 5 minutos de um baralho com as cartas embaralhadas. Eu realmente não fazia ideia do que estava me metendo.
“Como está a sua memória?” Nelson perguntou, no começo da nossa conversa de treinamento. Hmmm, ok, eu acho.
Quando eu virei essa tabela assustadora com 500 números aleatórios (onde tem 25 linhas com 20 números cada), que eu supostamente deveria memorizar em 5 minutos, eu quase caí da cadeira:

Transforme em uma imagem e fixe em algum lugar
Aquela tabela de números era a parte mais intimidadora, mas na minha sessão de treinamento com Nelson, ele me ensinou como olhar de forma que a fizesse parecer levemente menos intimidadora. (eu tenho que admitir, eu só decidi participar do evento dos números no último minuto, por um capricho). Existem basicamente dois passos, para todos os desafios de memória, esteja você em um estranho hobby/esporte mental ou tentando lembrar onde você estacionou seu carro:
1-      Transforme coisas abstratas e tediosas que o cérebro não gosta de lembrar e não pode realmente entender (como nomes e números) em coisas mais visuais.
2-      Encontre um lugar para guardar ou fixar imagens mentais onde é mais provável que você lembre-se deles – também conhecido como seu “palácio mental” no método da jornada
Então, por exemplo, para lembrar-se de rostos e nomes, ele diz que pega um nome como Nelson tenta transformar com uma imagem ao associar com uma pessoa famosa como Nelson Mandela (passo 1). E no passo 2, encontra um lugar encontra um lugar proeminente nessa pessoa para coloca-la, por exemplo no seu nariz avantajado – então imagine Nelson Mandela se arrastando dentro de seu próprio nariz. Quanto mais vívido, grotesco, sexual ou incomum, melhor.
Para um nome, não se prenda muito a como se escreve, ao invés disso preste atenção na pronuncia. Quebre-o em sílabas e transforme em imagens. (Se você não conhecer nenhuma Maria, você pode Pensar no Ma que parece mar e ria que é uma risada, então a imagem mental que você precisaria formar seria o mar gargalhando).
Algo chamativo (para fixar melhor) poderia ser uma peça de roupa, um olho, um bigode, ou qualquer coisa que chame atenção naquela pessoa.
Durante a competição, uma das fotos tinha um cara de óculos escuros chamado Neil e eu pensei no Neil Gaiman, o escritor de fantasia/ficção científica, então eu desenhei caveiras nos óculos, o que me ajudou a lembrar o nome. Em outra foto havia uma garota chamada Laurie, como uma que eu conheci no ensino fundamental que vivia com o nariz escorrendo, então eu imaginei uma caixa de lenços de papel embaixo do nariz dela. Eu acho que acertei pelo menos estes dois nomes.
Meu manual de treinamento sugere que uma Maria pode ser Maria Mole e se a característica que você usou para lembrar foi o nariz da moça, você pode imaginar socar o nariz dela até quebrar e ao invés de sair sangue sai Maria Mole. Eww, nojento.
Na verdade, quanto mais exagerado e absurdo melhor. (eu tinha que apelar para o meu lado mais secreto e bizarro às vezes). E quanto mais pessoais as associações, melhor.
Em suma: Quando você conhecer uma pessoa, aprenda e diga o nome dela, faça uma imagem com as sílabas do nome dela e coloque essa imagem em qualquer característica chamativa que você tenha escolhido para ela. Da próxima vez que encontra-la, você irá ver essa imagem na característica e lembrar o nome instantaneamente. (Só não vá falar qual característica chamativa você escolheu para lembrar-se dela ou a imagem que você inventou, e tente não ficar encarando a tal característica!)
Kevin Spacey pegando rosquinhas com um tênis no meu sofá
Para lembrar um monte de dígitos e cartas aleatórias, as mesmas técnicas básicas (de tornar coisas abstratas em algo mais visual e ancorar em algum lugar) ainda se aplicam, mas técnicas e sistemas mais fortes também são necessárias.
A técnica que todo mundo usou foi o Sistema Dominic, inventado pelo campeão da memória Dominic O’Brien que basicamente traduz números em letras. Então nós transformamos dígitos em iniciais de duas letras para pessoas e ações e objetos associados, para que possamos visualiza-las melhor. Então, por exemplo, o número 0, como é redondo, é um O, e como está no começo ele é traduzido em duas letras como OO. Muitas pessoas usam Ozzy Osbourne, como a pessoa para o número 0, a ação pode ser morder a cabeça de um morcego e o objeto um morcego. É mais fácil lembrar de Ozzy Osbourne mordendo a cabeça de um morcego do que um 0 em um mar de números.
Mas para este sistema funcionar, você tem que deixá-lo personalizado, então para memorizar um baralho, eu tive que criar uma pessoa com uma ação e objeto para cada uma das 52 cartas. O valete de copas virou meu marido fritando ovos e o objeto eram os ovos na frigideira. O rei de espadas era Kevin Spacey (KS de King of Spades) em Os Suspeitos, acendendo um isqueiro dourado e o objeto era um isqueiro dourado. O 3 de espadas era Edward Mãos de Tesoura aparando arbustos e o objeto era um arbusto.
E então você precisa encontrar um lugar familiar para guardar a informação. Nós notamos como campeões anteriores construíram um palácio da memória para vincular informações em lugares familiares. É a mesma técnica que Nelson me ensinou. No meu palácio da memória, eu caminhei pela minha casa, começando pela porta, e coloquei essas pessoas familiares ou números na minha mobília.
O sistema permite que você rapidamente memorize três cartas de cada vez. Imagine a pessoa da primeira carta fazendo a ação da pessoa na segunda carta com o objeto da pessoa da terceira carta. Virando três cartas, eu vi Audrey Hepburn (rainha de ouro) tomando banho (5 de copas) com uma espada de pirata (valete de espadas) no meu sofá. Scooby Doo (6 de ouro)  tocando violoncelo (6 de espadas) com um haltere (ás de espadas) no balcão da minha cozinha. E Nicolas Cage (9 de paus) fazendo iodelei (3 de ouro) com a arma do Batman (4 de paus) na minha sala de estar. Isso é meio estranho, mas tudo bem.
Isso leva bastante tempo para organizar e praticar, mas também exercita seu cérebro e quando você praticar colocar as cartas juntas, elas realmente fazem você pensar com criatividade (Kevin Spacey aparando arbustos com as mãos do Edward mãos de tesoura e um anel de hobbit?). Eu fiquei impressionada como os campeões de memória podiam decorar um baralho (Nelson tem o recorde de um minuto e três segundos para lembrar a ordem de um baralho).
O seu treinamento intensivo de memória
Para o dia a dia, o palácio de memória ajuda a lembrar de uma lista ou sequência de coisas. Comece uma jornada em um lugar que seja bem familiar para você como, digamos, sua casa, começando da porta. Então para uma lista de compras, imagine uma caixa de leite transbordando na porta de sua casa, e quando você entrar, talvez dois bifes gigantes te ataquem logo no hall de entrada. Continue até a sala de estar para encontrar bisnaguinhas dançando no seu tapete.
Novamente, quanto mais animada e exagerada for a história que você elaborar no seu palácio da memória ou jornada, melhor para a sua memorização. E quanto mais você fortalecer sua memória e continuar praticando para deixar seu cérebro treinado, melhores são as suas chances de lutar contra o mal de Alzheimer.
Se você não acha que é uma pessoa visual, incorpore outros sentidos: sons, cheiros, toque. No dia-a-dia, preste mais atenção para as sensações de tato, de olfato e auditivas das coisas, o que pode melhorar suas habilidades de visualização. Comece a olhar mais para coisas e prestar mais atenção. (Eu confesso, eu sempre esqueço os nomes e rostos das pessoas por pura falta de atenção!)
Se você realmente quer treinar como um campeão de memória, tente este ótimo jogo para lembrar nomes, faça o download do Memoriad (Windows), um software de treinamento de competição e passeie pelos fóruns Mnemotécnicos. E talvez nos encontremos no campeonato de memória do ano que vem!
(Nota: Nelson e outros atletas mentais, incluindo um time de estudantes do ensino médio de Hershey, PA, fazem parecer fácil, mas para se tornar um campeão de memória é preciso de muito treino sério e prática. A maioria das minhas horas treinando foram gastas apenas para desenvolver o sistema de cartas e para trabalhar no sistema numérico, que no final das contas nem era tão bom assim (pois como eu tinha um prazo curto, ao invés de pegar 100 pessoas para memorizar cada dígito, como eu deveria fazer, eu usei 10 personagens dos vídeos do Here Come The 123s do They Might Be Giant’s. Péssima ideia. Para cada número, eu ficava presa em um vídeo em loop cantando na minha cabeça por um tempão). Em casa poderia completar cerca de metade de um baralho de cartas em um cinco minutos, mas na competição, distraída e atordoada, eu só consegui fazer metade disso. Eu consegui atribuir nomes aos rostos corretamente em cerca de um terço das tentativas, graças a praticar obcessivamente com aquele jogo de nomes divertido que eu mencionei acima. No fim, eu fiquei em 36º entre os 46 atletas mentais que apareceram para competir – talvez não tenha me saído tão mal para alguém que nunca sonhou em entrar em algo assim antes e que treinou apenas algumas horas ao longo de uma semana. E segundo a história do treinamento de Joshua Foer sugere, ainda há esperança – se você treinar como um atleta mental de nível mundial.)



Apartamentos pequenos: manual do usuário

Apartamentos pequenos: manual do usuário:
Apartamento pequeno é um assunto sempre em voga, até porque aqueles imóveis espaçosos dos prédios de décadas passadas se transformam cada vez mais em exceções. O leitor @NarradorWW, após ver o post recente sobre homeoffice em apartamentos pequenos, pediu um post específico sobre o tema apartamentos pequenos, e assim voltamos à questão!
Você mora ou já morou em um apartamento pequeno? Compartilhe suas dicas e opiniões também nos comentários ou pelo @efetividadeblog!


É o quarto? A copa? Ou a cozinha?

A “classe média apertada” é uma realidade cada vez mais comum – estudantes solteiros, grupos de amigos, pequenas e médias famílias, cada vez mais gente vive em espaços que vão se tornando mais restritos, e às vezes o apartamento do neto cabe inteiro dentro da área social do apartamento da avó…
Algumas pessoas gostam e preferem os espaços pequenos, enquanto para outras isso é uma escolha imposta, ou mesmo um compromisso entre a realidade desejada e a possível no momento.
Mas as opções de organização e decoração de apartamentos pequenos disponíveis permitem ter conforto, e com um pouco de planejamento (evitando alguns erros comuns) seus habitantes podem garantir a adaptação que permita maximizar o conforto possível.

Mas escrever sobre como melhor se adaptar a um apartamento pequeno é um desafio quase tão grande quanto falar sobre técnicas alternativas de churrasco: como a realidade de cada interessado é bem diferente e única, é preciso ter em mente desde o princípio que sempre vai haver alguém que refutará as sugestões, chamará de impossíveis, etc.


O apartamento do neto hoje pode ser menor que a área de jantar da casa da avó…

E a causa do fenômeno é fácil de entender: a definição de “apartamento pequeno” é difusa. Há quem more em 30m2 e acharia um luxo morar em um apartamento de 50m2, assim como há quem more com família e cachorro em apartamento de 60m2 e ache – com razão – minúsculo. Da mesma forma, lidamos com situações variadas:
  • há quem pode furar as paredes, e também há quem não pode;
  • há quem precise se conformar em ter a cama servindo como sofá,
  • a cozinha no mesmo ambiente do quarto é uma realidade para muitos;
  • substituir as portas ou a mobília pode ser um sonho contratualmente impossível.
E assim por diante. Portanto, fica desde já o aviso: escrevo com base em uma realidade que conheci e vivi por bastante tempo (durante a graduação) – um condomínio enorme, ao lado da universidade, projetado para estudantes que não podem pagar aluguel alto, com paredes fininhas, conforto mínimo e aperto máximo. Mas era bom – tinha até parede separando o espaço da “sala”, da “cozinha” e do “quarto”.


E na época a minha experiência ficou melhor com algumas das dicas abaixo – poderia ter melhorado mais ainda, se eu tivesse possibilidade, interesse ou disposição de aplicar as restantes – mas faltava orçamento, permissão e perspectiva de longo prazo, pois eu não pretendia ficar lá mais do que o tempo necessário.
E vamos desde já combinar que as dicas de vocês, adequadas à situação que vocês conhecem e vivenciam, serão muito bem-vindas nos comentários, ok?

Começando pelo que NÃO fazer

Dois erros comuns, se cometidos, são difíceis de reverter sem prejuízo:
1. Menos é mais: Na hora da mudança para um apartamento pequeno, resista à tentação de “fazer caber” toda a mobília, os ambientes, as louças, as roupas, os livros, os DVDs ou os recursos de que você dispunha em um ambiente anterior. É possível até que tudo caiba, mas o excesso de itens em um espaço menor vai dar sensação de aperto, vai atrapalhar o uso e cedo ou tarde vai levar à necessidade de replanejar e reorganizar o espaço, descartando os itens cujo uso se provou impossível.
Não comece com um objetivo errado que o condenará ao aperto. Ao invés disso, planeje antes, e descarte (ou reaproveite em outro lugar, reuse, recicle, doe ou venda) os itens que não vão se adequar ao novo espaço, e aí nem os leve. Fazer uma lista de todos os itens candidatos a descarte e deixar todos os familiares colocarem em ordem (do mais desejado ao menos necessário) do quanto gostariam que ele fosse levado ao novo apartamento pode ajudar a tomar as decisões.





Deixe isso para o camping…



2. Lugar de mobília em miniatura é no camping: Ao planejar a ocupação de espaço, resista à tentação de coisas que podem parecer uma grande ideia na loja mas não servem para a prática do dia-a-dia: mesas em que não cabem ao mesmo tempo os pratos e as travessas, fogões minúsculos, geladeiras e outros eletrodomésticos em proporções absurdas, etc.
Se for um produto que você testou, conhece, já experimentou e viu que serve, considere sem medo. Mas a mera sensação de “se eu colocar esse fogão a gás de uma boca só e com forno reduzido conjugado com geladeira de 30 litros, vai sobrar espaço pra pendurar também o meu violoncelo atrás da pia” não deve levar a decisões de compra das quais você vai se arrepender em todas as refeições futuras.

A dica fundamental: projeto, orçamento, cronograma e qualidade

Roma não foi construída em um dia, e raras pessoas tem a felicidade de contar com bolsos fundos o suficiente para deixar um novo apartamento exatamente do jeito que desejam já no momento da mudança.
O importante é não fazer disso um motivo para aceitar se mudar “de qualquer jeito”, ou fazer investimentos impensados limitados pela disponibilidade de caixa no momento da mudança.
O ideal é ter um projeto pensado a médio prazo, adquirindo inicialmente apenas o mínimo necessário para a mudança, e ir complementando com os itens planejados ao longo dos meses, considerando o orçamento disponível.



Isso exige uma adaptação especial no começo, mas equivale a não condenar a si mesmo a continuar vivendo indefinidamente em um apartamento que foi montado de maneira limitada devido a se priorizar apenas a questão do tempo.
A dica essencial vem da disciplina Gerenciamento de Projetos: a chamada Tripla Restrição, em que na prática devemos equilibrar 4 fatores que interferem uns nos outros: escopo (ou seja, a definição do que se deseja fazer), prazo, custo e qualidade. Concentrar-se apenas em um deles (tipicamente no prazo, ou no custo) leva os demais a perderem o controle.

Apartamento pequeno: 10 dicas práticas

  1. Troque funcionalidades desnecessárias pelas que você usa: morei bastante tempo em um apartamento projetado para estudantes, em que o espaço era mínimo, e ainda por cima era mal dividido. Mas eu tinha um espaço confortável para usar como sala de TV e escritório (desrespeitando, por impossibilidade prática, a regra de separar entretenimento e home office), escrivaninha, armário, sofá e duas poltronas até grandes. O segredo? Reconheci cedo o suficiente que não precisaria de uma mesa de refeições para ser feliz, e abri mão de poder receber pessoas para jantar em casa, a não ser que fossem comer no sofá.

    Iluminação, disposição, uso das paredes – tudo pode ser usado a seu favor.
    Hoje, acostumado a preparar e fazer refeições em casa, tudo seria diferente, mas naquele tempo a realidade de estudante me permitiu fazer esta escolha. Outras pessoas podem descobrir que não precisam ter microondas e forno elétrico, máquina de lavar, poltronas adicionais, 4 cadeiras na mesa de refeições, rack para o aparelho de som, violão, e assim por diante. Não é porque estes objetos já estão lá ocupando o seu espaço que eles deverão ser mantidos indefinidamente – se o ato de livrar-se deles for aumentar a sua qualidade de vida, desapegue!
  2. Menos mobília – mas não minúscula: O ideal é usar menos móveis, mas em tamanho normal (sem exageros, claro!). Um sofá apertado e 3 poltroninhas empilháveis geram sofrimento diário – melhor ter um sofá confortável (não escolha um modelo com braços muito largos!), e um plano para alojar visitantes adicionais na cadeira do computador e nas banquetas da mesa de refeições ;-) Mas sempre meça bem antes de comprar, para não ficar com um trambolho que não cabe direito e toma espaço de outras utilidades.
  3. Mobília multifuncional: Quem escolhe aqueles pequenos móveis que mais parecem apropriados a uma barraca de camping muitas vezes acaba se arrependendo – são frágeis, muitas vezes seu uso exige montar e desmontar, e mesmo desmontados eles ocupam precioso espaço. Como já vimos, o ideal é ter menos, e com qualidade – mas se você puder acrescentar o componente da multifuncionalidade, melhor ainda. Assim, a sua mesa de centro servirá também como baú para guardar louças, a cama terá gaveteiro, a escrivaninha terá estante para os livros de estudo, o sofá servirá como cama de hóspedes, a máquina de lavar também será secadora e assim por diante.


  4. Salve a cozinha: minha experiência com a cozinha de um apartamento pequeno foi péssima: a exaustão era complicada (fritura em casa, nem pensar), e o espaço era apertadíssimo – o microondas ia em cima da geladeira, contra todas as recomendações, a pia era apenas uma cuba, sem espaço para um escorredor, havia apenas 2 gavetas e um paneleiro mínimo, com porta única, e um fogão de 4 bocas. Meus compromissos na época exigiam almoçar e jantar na rua, mas eu sentia a dificuldade nos finais de semana…


    Cada caso é um caso, mas um suporte de parede como o da foto acima teria me adiantado muito. Até mesmo um escorredor simples de parede já ajudaria. Ou tirar a porta convencional da cozinha, que ocupava muito espaço (ou substituí-la por uma porta de correr, ou sanfonada), e assim ter condições de ter um armário vertical. Mas lembre-se: só faça alterações para as quais você tenha permissão, e antes de deixar o profissional escolhido furar paredes em que possam passar canos ou fiação, consulte a planta!


  5. Subindo pelas paredes: se o apartamento for seu, ou se você tiver permissão para furar, faça um bom projeto de uso das paredes e chame um profissional para colocá-lo em prática (dê a ele a planta elétrica e hidráulica para evitar acidentes!). Dependendo do caso, você pode fixar a TV e o som em uma parede, “economizando” o espaço do rack; pode colocar prateleiras ao longo de diversas paredes e corredores, altas o bastante para não bater com a cabeça nelas, mas baixas o suficiente para alcançar o conteúdo delas sem ter de subir no banquinho (“economizando” o espaço de armários e estantes) e assim por diante. Planeje cores e posicionamento para não errar na mão, evitando que isso faça o espaço parecer menor.


    Ao fixar, você abre mão de flexibilidade, mas ganha muito em espaço útil, e também na sensação de espaço que a área livre no nível do chão proporciona. E se houver algum vão ou nicho (no corredor, em algum canto ao lado de coluna, etc.), fique ligado – pode ser sua oportunidade de fazer um armário embutido que não rouba espaço útil!





     
  6. E o escritório? É perfeitamente possível ter um home office em um apartamento pequeno, embora possa exigir abrir mão de mais coisas do que quando há mais espaço para ele. Já tratamos do assunto antes, por isso recomendo os artigos “Home office: fazendo caber em apartamentos pequenos” e “Homeoffice no quarto, com uma escrivaninha e um balcão: para apartamentos pequenos“.


  7. Acessórios inteligentes: a boa notícia é que, como há cada vez mais gente vivendo em apartamentos pequenos, o comércio está cheio de opções voltadas a este contingente. A má notícia é que nem todas elas são de boa qualidade, e mesmo as que são não necessariamente servem para você. Mas quando o espaço é um fator limitante, a qualidade dos acessórios (de cama, mesa, aparelhos, etc.) faz diferença considerável na qualidade de vida. Para as utilidades, visite um hipermercado ou uma loja especializada (eu gosto de fazer uma expedição a algum atacadão como a rede Leroy Merlin para isso), e para o restante vá escolhendo aos poucos o que se adequar ao seu estilo de vida.


  8. Considere a vida sem papel e sem discos: Muito do espaço ocupado nos lares modernos é pelo que hoje se convencionou chamar de “conteúdo”: livros, coleções de revistas, música em CDs, filmes em DVDs, arquivos de documentos, etc. Alguns deles são absolutamente necessários ou valiosos e devem ser levados ao novo endereço, mas para outros já há alternativas de digitalização ou mera transferência para meios de armazenamento mais eficientes que você pode considerar. Mas leve em conta também os aspectos jurídicos e da segurança dos dados!



  9. Iluminação e cores: privilegie a luz natural sempre que possível, e capriche também em uma boa iluminação artificial. A luz pode fazer o espaço parecer maior, além de mais vivo. Um espelho bem colocado também pode fazer mágicas. Jogar com as cores também ajuda – consulte alguém da área da decoração e interiores, mas já adianto que é comum dizer que um esquema de cores em que o piso é mais escuro, as paredes são mais claras e o teto é bem mais claro dá a sensação de que o espaço é maior. A cor da mobília também pode ser importante, jogando bem com o contraste em relação às paredes, ou mesmo procurando uma cor parecida com as delas, você pode obter a impressão desejada – mas para tirar a dúvida, recorra a um profissional ;-)


  10. Decoração funcional: além das dicas de pintura mencionadas acima, consulte alguém versado nas artes e técnicas do design de interiores para ver como decorar para tornar o espaço mais vivo sem ocupar muito espaço nem dar a impressão de que o ambiente está “lotado”. Espelhos – como o da foto acima, por exemplo – são a dica mais frequente para dar a impressão de espaço ampliado (e funciona mesmo – você acha que os espelhos nos elevadores estão lá só para dar oportunidade para o pessoal conferir seu visual?), e peças verticais, como abajures ou mesmo pôsteres, podem ser colocadas parcimoniosamente para ajudar a compor.
Leia também as minhas outras dicas em “Usabilidade em casa: 7 dicas para mais efetividade na sua organização doméstica“.
Agora é a sua vez. Você mora ou morou em um apartamento pequeno e tem dicas sobre como sobreviver melhor neles? Compartilhe conosco!

Cerveja Facts

Cerveja Facts:
cerveja facts

“Programa da Palmirinha” no Bem Simples em junho

“Programa da Palmirinha” no Bem Simples em junho:
Depois de uma saída traumática da TV Gazeta, em agosto de 2010 (o que deixou muita gente orfã e provocou um recorde de comentários aqui no blog), a culinarista mais amada do Brasil, Palmirinha Onofre, voltará em breve à telinha. Em junho, ela ganha uma atração com seu nome: o “Programa da Palmirinha” será exibido pelo Bem Simples, um canal Fox, que pode ser acompanhado via cabo ou satélite (na NET fica no canal 81). A senhorinha roubou a cena na apresentação da programação 2012 dos canais do grupo e mostrou que seu carisma só aumenta com o tempo.

Em entrevista à coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, Palmirinha revelou que recebeu outras propostas, mas escolheu o Bem Simples pois eles queriam ela e seu boneco, Huguinho. “Eles estão me tratando com tanto carinho, dando apoio, montando um guarda-roupa, uma cozinha (…) Terei uma equipe maravilhosa, um programa com meu nome. Na Gazeta, a produção era minha filha, meu boneco e eu”. Parece que ela vai ter mesmo tudo o que ela merece :)
A emissora ainda não revelou o dia exato da estreia, mas ficaremos ligadas por aqui para contar para vocês. Segundo o blog do jornalista Daniel Castro, Palmirinha já preparou 26 receitas \o/

Os corruptos nos ajudam a descobrir o Brasil

Os corruptos nos ajudam a descobrir o Brasil:

Do “ESTADÃO”
Por ARNALDO JABOR
Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.
Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas.
Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.
Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por “bons motivos”, pelo “bem do povo”, na base dos “fins que justificam os meios”. E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam.
Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria ‘didático’, mas nada gruda nele, em seu terno de ‘teflon’; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.
Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a ‘ingovernabilidade’.
Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da ‘normalidade’ oficial do País.
Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na ‘cumbuca’, as feridas cicatrizam logo.
O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim ‘maior’ – foi só para ele.
Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.
Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e ‘peronista’ patrimonialismo de Estado.
Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: “Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!”
Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: “Meu Deus… como ele pôde fazer isso?…”
Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um ‘boi de piranha’ tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.
Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. “Otimo!” – berrou o famoso estalinista Rui Falcão – “Agora vamos revelar a farsa do mensalão!” – no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. “Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!” Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática…
E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso.
Mas Lula não liga. “Ela que se vire…” – ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso – talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas…
A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os ‘catões’, os puros defensores da decência…
Não é sublime tudo isso?
Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície.
O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.
Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.
Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.
NOTA DO BLOG: Assino embaixo e depois bato palmas, de pé, a tudo o que foi descrito neste brilhante relato da verdade de nosso País.

Como Conservar Verduras na Geladeira

Como Conservar Verduras na Geladeira:


Bom gente, eu não sou nenhuma especialista no assunto, mas como recebi algumas perguntas tipo: "como fazer com que as verduras durem mais na geladeira?", vou colocar aqui como EU faço em casa. Se alguém tiver uma dica bacana para complementar o post ficarei feliz se compartilharem. 

As folhas tem uma durabilidade pequena mesmo, mas acho que podemos prolongar um pouco mais sua vida útil com alguns cuidados. Eu costumo comprar uma quantidade pequena, mas só lavo o suficiente para umas 2 refeições (o restante eu guardo na última gaveta dentro de uma sacola plástica fechada). Após higienizar as folhas, eu uso uma centrífuga (ou secadora) de salada. Ela retira toda a umidade, o que ajuda muito a conservar. Vale à pena o investimento. Separei alguns modelos para vocês verem:


Depois de secas, eu armazeno as folhas em um pote plástico próprio para isso. Tempos atrás teve uma ação da Rubbermaid aqui no blog e eles me mandaram alguns produtos. Fiquei super fã.  Esses potes da linha Conserva Mais, realmente conservam mais. Não sei onde vende, já vi alguns produtos no Carrefour e me parece que vende através do catálogo AVON. Super recomendo.


Eu imagino que devam existir potes próprios para essa finalidade de outras marcas, mas eu não conheço. Se alguém souber e quiser deixar a dica, fique à vontade.
Como eu disse, é apenas uma descrição de como eu conservo as verduras na minha casa (não é um publieditorial); E vocês? Como fazem com as verduras?
Este é um conteúdo do blog www.panelaterapia.com.
Por gentileza não responda este e-mail, pois não será replicado.

Bizarro: China falsifica até o ovo!

Bizarro: China falsifica até o ovo!:
Bizarro: China falsifica até o ovo!
Eu achei um video no youtube muito bizarro!
No video, um jornalista investiga a falsificação de ovos feita na China. Supostamente, algum espertão lá descobriu como fabricar com produtos químicos uma replica muito realista de um ovo, e em um processo industrial de padrão chinês, fabricou toneladas de ovos fakes, que foram vendidos no mercado lá como sendo ovos reais. Os produtos químicos usados causam um monte de problemas de saúde. Pra piorar, os caras estão fazendo ovos falsos e colocando no mercado há mais ou menos 5 anos!
No início, eu confesso que não acreditei. Fala sério, me parece muito estranho alguém se dar ao trabalho de fabricar uma coisa barata como o ovo. O processo é trabalhoso demais, é dificil acreditar que seja rentável para compensar. Além do mais, este tipo de crime lá dá pena de morte.

Investigando, eu vi que no forum do Snopes.com, a maioria tende a ver isso como algum tipo de piada troll de japonês falando mal da China. No entanto, eu achei muitos artigos falando disso, e há uma matéria da Folha dizendo que os órgãos de inspeção sanitária da China já alertaram para os ovos falsos, o que indica que bizarramente, É VERDADE!
O mais estranho é que esta não é a primeira vez que comida é falsificada na China. Eles já falsificaram leite.

Recentemente, uma quadrilha resolveu adulterar o leite por lá. Eles usaram melamina, um componente químico industrial usado para fazer plastico. Assim aumentaram a quantidade de leite, ampliando seus lucros. Isso causou mortes e doenças, atingindo cerca de 296 mil crianças na China, e estima-se que 300 mil pessoas acabaram contaminadas. Apanhados com “as calças na mão”, os sujeitos foram condenados à morte com um tiro na nuca cada. E as famílias deles ainda pagaram as balas.
Nem assim os caras que falsificam, comida contém seu ímpeto de “malandrar”.
Aqui está uma matéria da folha que conta o caso do leite e ainda fala do ovo falso.

domingo, 22 de abril de 2012

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